27 de março de 2013

nós, fina folha...

o que diria a fina folha delgada do capim
ao portentoso tronco do imenso jatobá?

o que diria a suave pétala rósea
ao teu afiado espinho?

frondosos corpos de luz,
arbóreas almas:

ainda que arraigadas na terra,
plena de copa ensolarada
e eterna de crescimento rumo ao iluminado sol.

12 de setembro de 2012

feixes não esquecidos

Que a luz clara do dia
nos seja a vista mais bela
pra gente fazer dela
prisma que ilumina
paisagens de dentro...

1 de junho de 2012

"Pitoco"

Quando o Pitoco morreu, em 2004, forte foi o consolo destas palavras do Gui Pupo, meu irmão.

"Pitoco, Pitoco louco, cachorro da pá virada. Aonde o dono ia ele seguia. Às vezes de carro, bicicleta, busão ou até mesmo a pé, cachorro feliz. Pulava e latia, quando fugia só os santos o seguia, até visitou o São Marcos. Na correria pegava carro, carteiro, motoboy e o que mais vinha. Dormia fora queria ficar dentro, dormia dentro queria ficar fora, todo mundo o adorava, do vizinho até a sua casa, todos diziam "Que fofinho".
Agora na lembrança, em vlta da mesa do chá, lembramos seus feitos e defeitos, que em algum lugar ele vá levar a alegria de sempre e a tristeza de nunca, pois ele é livre, assim como o vento que corre para todo os cantos, como ele, sua raça era especial: "vibrador", não tinha igual. Apenas os rabos e as patas, que agora dentro de nossos corações e dentro de nossas mentes brinque em paz."

Irmão, essa dedicatória é para você, que sabe uma porção de histórias dele e que sem tristeza pense nele, como todas outras coisas importantes: semeia, brota e morre.
Um beijo e um abraço do seu Irmão
Te amo."

13 de setembro de 2011

Identidade que divaga: Olhares do sujeito Cidade-Campo

Entre os atos, fatos ditos nas minhas telas,
algo subsiste por um contínuo que transpassa...
os próprios atos, os próprios fatos.
Mas de outra camada, de outra tessitura.


Ditam palavras: escritas faladas. Falácias.
Fazem piadas: frias, insensatas.


Nem uns, nem outras, boca calada.
Todo dia na rima enxada-madrugada.


Subsiste. Persiste. Sob vã monotonia,
beijo-linha-de-montagem.
Refaz-se sobre ele, um amor-densidade,
acontecência poética
um tanto mais lúcida, desperta.


Trigo de pão, futuro na mão,
lâmina que ceifa sob a face do chão
toda fome de sim, fazendo húmus do não:
não-emoção, não-brincadeira, não-violão,
não-coragem, não-participação, não-inexato,
não-mistura, não-história,
não-coração.


História da terra-nós-eu, galhinho nascido
da aurora dos tempos, do tempo em que
não havia invenção do tempo,
berço das folhas tenras e
da incipiente consciência.


Com ciência de que?

13 de dezembro de 2010

Learning Process (speak and fly)

My ability to love
is like my desire
to speak in english

In my head, fluency,
and I talk so easily
I would dive, deeply
(as a dolphin dove up
emerging to the sky),
in each letter of my heart.

Nonetheless,
in my mouth
the book remains on the table.

But I know the law...

and as much as I try
my existence gets so high

To keep misunderstanding
away from us, I will spell,
fast as I can
(slowly as I am)
and clearly as possible,
all the words in my mind:

Love is a cosmic magical key.
Love is the answer
I will combine
your soul and mine

4 de outubro de 2010

(des)governo

Vozes de mim ressoam...
vastos painéis me dizem quem sou?
painéis, vozes... palavras
informações de outros eus
eu-anímico,
eus maníacos
de outros tempos:
maníaco depressivo
maníaco mental
maníaco sexual
maníaco verbal
mania de ego
mania de esquecer de
saber quem sou.

mania assim sem voz
sem palavras
sem painel
sem cartaz
nem autidor

só silêncio.

mas sei que nem mil minutos televisivos
seriam capazes de expôr o que sou.
E eu, candidato imaturo,
que já ocupo cargos
incultos,
me governo para o que?

26 de julho de 2010

Presto Sim

Sim, presto sim.
presto continência
a todos os emblemas.
ditos cujos, vossas execelências...

ah, duvide disso não
que pois inté mesmo
quem acha que não, já viu
de perto um corpo maior
e sem pestanejar,
num raio de segundo,
arvorou costume novo...
Rá, de imediato!