um lugar exógeno dentro de mim pra nunca ter que lembrar de todas as palavras que cabem numa só sentença: assim.
17 de janeiro de 2014
Fragmentos
...E até os robôs, livres da desumanidade,
entoarão os cantos de liberdade,
farão das preces sua memória de futuro
romperão de suas placas e parafusos
a pulsação constante de um amor profundo
Mostrarão para o mundo
a possibilidade, ante os mais duros,
da lata fria tornar-se menos rude,
da alma fria renovar-se, amiúde.
Renovar-se, amiúde...
23 de maio de 2013
branco tempo liberto
Que sentimentos advém
quando permitimos, leve, suave,
o profundo desabrochar de uma
singela e sincera maturidade?
Não, os cabelos brancos não são
fios que nos conduzem ao fim.
Antes, são divinos sinais das oportunidades
de vislumbrar nossa grandeza interior:
como a plenitude que vive a borboleta
ao sentir liberto o colorido de suas asas.
quando permitimos, leve, suave,
o profundo desabrochar de uma
singela e sincera maturidade?
Não, os cabelos brancos não são
fios que nos conduzem ao fim.
Antes, são divinos sinais das oportunidades
de vislumbrar nossa grandeza interior:
como a plenitude que vive a borboleta
ao sentir liberto o colorido de suas asas.
16 de maio de 2013
montando na força que me comanda
Toda atitude impensada,
razão descontrolada de atos
são como áreas, inteiras,
desmatadas na floresta de nossos sonhos.
Impaciência, irritação: árvores tombadas
tristes quedas de íntimos recursos,
abatimento em nossa reserva natural.
Que a brandura do broto e a humildade da semente
possam inspirar a recuperação de nossa ventura -
plena floresta de humanidade.
razão descontrolada de atos
são como áreas, inteiras,
desmatadas na floresta de nossos sonhos.
Impaciência, irritação: árvores tombadas
tristes quedas de íntimos recursos,
abatimento em nossa reserva natural.
Que a brandura do broto e a humildade da semente
possam inspirar a recuperação de nossa ventura -
plena floresta de humanidade.
27 de março de 2013
nós, fina folha...
o que diria a fina folha delgada do capim
ao portentoso tronco do imenso jatobá?
o que diria a suave pétala rósea
ao teu afiado espinho?
frondosos corpos de luz,
arbóreas almas:
ainda que arraigadas na terra,
plena de copa ensolarada
e eterna de crescimento rumo ao iluminado sol.
ao portentoso tronco do imenso jatobá?
o que diria a suave pétala rósea
ao teu afiado espinho?
frondosos corpos de luz,
arbóreas almas:
ainda que arraigadas na terra,
plena de copa ensolarada
e eterna de crescimento rumo ao iluminado sol.
12 de setembro de 2012
feixes não esquecidos
Que a luz clara do dia
nos seja a vista mais bela
pra gente fazer dela
prisma que ilumina
paisagens de dentro...
nos seja a vista mais bela
pra gente fazer dela
prisma que ilumina
paisagens de dentro...
1 de junho de 2012
"Pitoco"
Quando o Pitoco morreu, em 2004, forte foi o consolo destas palavras do Gui Pupo, meu irmão.
"Pitoco, Pitoco louco, cachorro da pá virada. Aonde o dono ia ele seguia. Às vezes de carro, bicicleta, busão ou até mesmo a pé, cachorro feliz. Pulava e latia, quando fugia só os santos o seguia, até visitou o São Marcos. Na correria pegava carro, carteiro, motoboy e o que mais vinha. Dormia fora queria ficar dentro, dormia dentro queria ficar fora, todo mundo o adorava, do vizinho até a sua casa, todos diziam "Que fofinho".
Agora na lembrança, em vlta da mesa do chá, lembramos seus feitos e defeitos, que em algum lugar ele vá levar a alegria de sempre e a tristeza de nunca, pois ele é livre, assim como o vento que corre para todo os cantos, como ele, sua raça era especial: "vibrador", não tinha igual. Apenas os rabos e as patas, que agora dentro de nossos corações e dentro de nossas mentes brinque em paz."
Irmão, essa dedicatória é para você, que sabe uma porção de histórias dele e que sem tristeza pense nele, como todas outras coisas importantes: semeia, brota e morre.
Um beijo e um abraço do seu Irmão
Te amo."
"Pitoco, Pitoco louco, cachorro da pá virada. Aonde o dono ia ele seguia. Às vezes de carro, bicicleta, busão ou até mesmo a pé, cachorro feliz. Pulava e latia, quando fugia só os santos o seguia, até visitou o São Marcos. Na correria pegava carro, carteiro, motoboy e o que mais vinha. Dormia fora queria ficar dentro, dormia dentro queria ficar fora, todo mundo o adorava, do vizinho até a sua casa, todos diziam "Que fofinho".
Agora na lembrança, em vlta da mesa do chá, lembramos seus feitos e defeitos, que em algum lugar ele vá levar a alegria de sempre e a tristeza de nunca, pois ele é livre, assim como o vento que corre para todo os cantos, como ele, sua raça era especial: "vibrador", não tinha igual. Apenas os rabos e as patas, que agora dentro de nossos corações e dentro de nossas mentes brinque em paz."
Irmão, essa dedicatória é para você, que sabe uma porção de histórias dele e que sem tristeza pense nele, como todas outras coisas importantes: semeia, brota e morre.
Um beijo e um abraço do seu Irmão
Te amo."
13 de setembro de 2011
Identidade que divaga: Olhares do sujeito Cidade-Campo
Entre os atos, fatos ditos nas minhas telas,
algo subsiste por um contínuo que transpassa...
os próprios atos, os próprios fatos.
Mas de outra camada, de outra tessitura.
Ditam palavras: escritas faladas. Falácias.
Fazem piadas: frias, insensatas.
Nem uns, nem outras, boca calada.
Todo dia na rima enxada-madrugada.
Subsiste. Persiste. Sob vã monotonia,
beijo-linha-de-montagem.
Refaz-se sobre ele, um amor-densidade,
acontecência poética
um tanto mais lúcida, desperta.
Trigo de pão, futuro na mão,
lâmina que ceifa sob a face do chão
toda fome de sim, fazendo húmus do não:
não-emoção, não-brincadeira, não-violão,
não-coragem, não-participação, não-inexato,
não-mistura, não-história,
não-coração.
História da terra-nós-eu, galhinho nascido
da aurora dos tempos, do tempo em que
não havia invenção do tempo,
berço das folhas tenras e
da incipiente consciência.
Com ciência de que?
algo subsiste por um contínuo que transpassa...
os próprios atos, os próprios fatos.
Mas de outra camada, de outra tessitura.
Ditam palavras: escritas faladas. Falácias.
Fazem piadas: frias, insensatas.
Nem uns, nem outras, boca calada.
Todo dia na rima enxada-madrugada.
Subsiste. Persiste. Sob vã monotonia,
beijo-linha-de-montagem.
Refaz-se sobre ele, um amor-densidade,
acontecência poética
um tanto mais lúcida, desperta.
Trigo de pão, futuro na mão,
lâmina que ceifa sob a face do chão
toda fome de sim, fazendo húmus do não:
não-emoção, não-brincadeira, não-violão,
não-coragem, não-participação, não-inexato,
não-mistura, não-história,
não-coração.
História da terra-nós-eu, galhinho nascido
da aurora dos tempos, do tempo em que
não havia invenção do tempo,
berço das folhas tenras e
da incipiente consciência.
Com ciência de que?
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